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Mensagem: Sobre Tiradentes Manoel Hygino O quarto mês de 2026 caminha para término. Dá-se sequência à marcha dos acontecimentos na maior nação do hemisfério sul das Américas. No atual Estado, antiga província das Minas e das Gerais, se lembram acontecimentos imperecíveis de sua história e da pátria sonhada por gerações passadas e vultos inseridos na memória das novas populações aqui geradas e crescentes. Os brasileiros de agora poderiam ser julgados pelos brasileiros de outrora. Que achariam da hora presente, com tantos partidos políticos, com a parafernália de interesses em jogo, sob o conflito interminável de ideias e projetos a que não falta a ilicitude, se apuram, ou não, em comissões de inquérito nos três planos da administração pública, no âmbito do poder judiciário, enfim em todos os níveis do governo? Devemos explicações aos Inconfidentes e, sobretudo, ao único que deu a vida pelo ideal revolucionário do século XVIII nas montanhas de Minas Gerais: Joaquim José da Silva Xavier. Muito se deve a Tiradentes, enforcado e esquartejado, de quem nem sequer a cabeça restou como sinal derradeiro de punição exemplar. Contudo, também seus companheiros sofreram duras represálias: foram presos e desterrados de suas terras, tiveram bens confiscados e suas vidas irremediavelmente desestruturadas. Vale evocar: o mártir de nossa independência foi enforcado em 21 de abril de 1792, aos 45 anos de idade, quando faltavam poucos dias para completar quase três anos de prisão, mantido em condições insalubres, em ambiente úmido e com severa privação de luz, sem saber se era dia ou noite. Sua execução pública não se limitou à eliminação física de um réu, mas representou também uma tentativa exemplar de intimidação, destinada a sufocar ideias de liberdade e autonomia que começavam a germinar na colônia. Levado a julgamento, sequer contaria Tiradentes com um defensor, o que, aliás, também ocorreu com os demais réus que desfilaram pelo banco dos acusados, após sofrerem o tormento da prisão em condições subumanas. Somente mais tarde dispôs-se a assumir a causa o advogado José de Oliveira Fagundes, formado em Coimbra, remunerado pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. Ainda assim, o pagamento efetuou-se apenas um ano após o julgamento. O valor recebido, considerado o alto custo de vida em Vila Rica, mal equivaleria à compra de cinquenta galinhas. Ainda assim, o Brasil não pagou o preço histórico desse levante, do qual Tiradentes foi o único condenado à morte.
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