Profissionais entre 30 e 59 anos, no Brasil, até aqui são menos atingidos pelas mudanças já causadas pela Inteligência Artificial. (Processo vai se acelerar nos próximos poucos anos, com mudanças jamais vistas em tão curto tempo)
Quinta 23/04/26 - 6h59Pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas confirma que a inteligência artificial já afeta o emprego e a renda entre os jovens no Brasil.
O estudo mostra que jovens de 18 a 29 anos que atuam em setores mais vulneráveis à tecnologia, como serviços de informação, comunicação e financeiros, têm quase 5 por cento menos chances de conseguir um emprego do que antes da chegada da IA generativa, lançada no fim de 2022.
No Sudeste, incluindo Minas Gerais, os impactos seguem a tendência nacional.
A substituição de tarefas burocráticas por inteligência artificial pode afetar principalmente os recém-formados que buscam as primeiras colocações no mercado de trabalho.
Os profissionais mais experientes, na faixa dos 30 aos 59 anos, foram pouco ou nada afetados até o momento.
Já entre os jovens, os impactos se aprofundaram em 2024 e 2025.
Pesquisadores apontam que o risco é a perda das primeiras experiências profissionais, essenciais para a formação de competências ao longo da carreira.
A adoção da IA tem sido mais rápida do que a do computador e da internet no passado, o que acelera as mudanças no mercado de trabalho.
Especialistas recomendam: os jovens devem buscar qualificação no uso das ferramentas de inteligência artificial para se tornarem complementares à tecnologia, em vez de serem substituídos por ela.


