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montesclaros.com - Ano 26 - quinta-feira, 23 de abril de 2026
 

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Mensagem: De coração novo Manoel Hygino É comovente a reportagem de um jornal de Belo Horizonte, publicada em 14 de abril, relatando a história da criança doadora de coração que hoje pulsa no peito de uma adolescente de 15 anos, inicialmente condenada por ter nascido com cardiopatia restritiva congênita. A menina havia alcançado apenas cinco anos de idade, quando a gravidade da doença — rara e severa — se impôs: essa condição provoca rigidez nas paredes do coração, dificultando o adequado enchimento dos ventrículos e comprometendo a circulação sanguínea. Um drama que começou cedo para a criança receptora, que sofria cansaço, dores no peito e aumento da frequência cardíaca, segundo o periódico. A mãe foi clara: era imprescindível o transplante. A despeito do protocolo que preserva a identidade das partes, as famílias se conheceram. Uma criança falecida por acidente um mês após completar 6 anos foi a doadora do órgão utilizado. O doador recebeu homenagem no Hospital João XXIII, transformado em super-herói após os procedimentos cirúrgicos. A receptora festejou seus 15 anos de vida com coração novo e declarou: “No meu caso, meu maior sonho era ter saúde para viver normalmente. E isso se realizou. A minha força vem de Deus. É isso que me mantém de pé. E, claro, gratidão à família do meu doador, porque, se não fosse por ele, nem estaria aqui para contar essa história”. É oportuno reconhecer que, na capital de Minas Gerais, há hospitais plenamente habilitados para procedimentos de alta complexidade, contando com cirurgiões devidamente credenciados e tecnicamente qualificados. Essas instituições dispõem de infraestrutura adequada, tecnologia atualizada e equipes multidisciplinares capazes de assegurar atendimento seguro e eficiente, compatível com os mais elevados padrões da prática médica. O doador não morreu, porque seu coração funciona perfeitamente em outro ser humano, que é grato pela beleza e grandeza de espírito da família que autorizou a cirurgia. O hospital tratou o caso como devia. Outro estabelecimento também cuida, com espírito cristão, daqueles que necessitam desse amparo. Registro, com satisfação, que a Santa Casa de Belo Horizonte, hospital com o maior número de internações pelo SUS na metrópole, mantém uma clínica de transplantes integrada à rede hospitalar do sistema público de saúde do país, contando igualmente com profissionais altamente qualificados. Este é, portanto, um momento oportuno para render reconhecimento ao sistema público de saúde, que, embora enfrente notórias limitações de recursos, segue honrando uma herança construída ao longo de séculos, marcada pela solidariedade, pela ciência e pelo compromisso com a vida humana.

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